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  • Tempo de infância

    Quando se é criança, o mundo é apenas um grande parque de diversões. E são essas as primeiras lembranças que trago em mim.

    Lembro que, ainda bem pequeno, gostava de sair correndo atrás de meus irmãos e primos maiores. Era uma corrida sem finalidade. Corria-se para repetir os gestos dos calangos que dividiam com a gente o espaço da aldeia.

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    1. Rian Alves
    2. Lucas
  • Carta de Pero Vaz de Caminha

    […]

    A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de março. Sábado, 14 do dito mês, entre as oito e nove horas, nos achamos entre as Canárias, mais perto da Grã- Canária, e ali andamos todo aquele dia em calma, à vista delas, obra de três a quatro léguas. E domingo, 22 do dito mês, às dez horas, pouco mais ou menos, houvemos vista das ilhas de Cabo Verde, ou melhor, da ilha de S. Nicolau, segundo o dito de Pero Escolar, piloto.

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    1. Rian Alves
    2. Lucas
  • Cem dias entre céu e mar

    A situação a bordo era desoladora. O vento ensurdecedor, o mar difícil, roupas encharcadas, muito frio e alguns estragos. Pela frente, uma eternidade até o Brasil. Para trás, uma costa inóspita, desolada e perigosamente próxima. Sabia melhor que ninguém avaliar as dificuldades que eu teria daquele momento em diante. Eu estava saindo na pior época do ano, final de outono, e teria pela frente um inverno inteiro no mar. […]

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    1. Rian Alves
    2. Lucas
  • A Flauta Mágica

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    1. Rian Alves
    2. Lucas
  • Auto da compadecida

    CHICÓ — […] Padre João! Padre João!

    PADRE — (Aparecendo na igreja.) Que há? Que gritaria é essa?

    Fala afetadamente com aquela pronúncia e aquele estilo que Leon Bloy chamava “sacerdotais”.

    CHICÓ — Mandaram avisar para o senhor não sair, porque vem uma pessoa aqui trazer um cachorro que está se ultimando para o senhor benzer.

    PADRE — Para eu benzer?

    CHICÓ — Sim.

    PADRE — (Com desprezo.) Um cachorro?

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    1. Rian Alves
    2. Lucas
  • Arlequim, servidor de dois amos

    ARLEQUIM — Mas essa é boa mesmo! Tanta gente não consegue sequer arranjar um patrão, e eu arranjei dois. Dois patrões, vejam só! Mas como é que vou fazer? Não posso ser o criado dos dois. Não posso? Espere aí; quem foi que disse que não posso? Por acaso, não é um bom negócio ganhar dois ordenados e comer dobrado? É sim, se eles não souberem um do outro. E se descobrirem? Não perco nada: se for despedido por um, fico com o outro. Vale a pena tentar. Ainda que fosse por apenas um dia, vou tentar. Terei feito um bom negócio. Ânimo! Vamos ao correio para ambos! […]

    ARLEQUIM — Aqui estou, patrão. […]

    FLORINDO — Você foi ao correio?

    ARLEQUIM — Sim, senhor.

    FLORINDO — Havia cartas para mim?

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    1. Rian Alves
    2. Lucas
  • A trágica história de Hamlet

    (Entram Horário, Marcelo e Bernardo)

    HORÁCIO — Deus guarde a Vossa Alteza.

    HAMLET — Alegra-me rever-te com saúde… Horácio, se a memória não me falha.

    HORÁCIO — O mesmo criado, príncipe, de sempre.

    HAMLET — Amigo, amigo; é o nome que eu te dou. Qual a razão de haveres tu deixado. Vitemberga?… Marcelo?

    MARCELO — Meu bom príncipe…

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    1. Rian Alves
    2. Lucas
  • A terrível história da perna cabeluda (prenúncios da besta fera)

    Santo Deus Onipotente
    Venho rogar vossa ajuda
    Pra afastar assombração
    De todo mal nos acuda
    Principal desse fantasma
    Que é a Perna Cabeluda.

    É um bicho horripilante
    Que na noite entra em ação
    Tem dois metros de altura
    E pula como cancão
    No joelho tem um olho
    Acesso que nem tição. (mais…)

    1. Rian Alves
    2. Lucas
  • O rei que virou vaca

    Certa vez, um rei convocou os nobres da corte e declarou que era uma vaca. Os nobres ficaram assustados. O soberano disse mais: desejava ser morto e ter sua carne cortada e distribuída ao povo.

    Achando que o rei havia enlouquecido, os nobres convocaram os principais médicos do reino. Remédios e unguentos foram experimentados mas, infelizmente, sem nenhum resultado.

    Enquanto isso, o monarca piorava. Mugia o dia inteiro. Sujava o chão do palácio. De vez em quando, saía galopando, dando coices e cabeçadas.

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    1. Rian Alves
    2. Lucas
  • A gazela e o caracol

    Numa tarde, uma gazela encontrou um caracol. Chamou o bicho a um canto e disse-lhe:

    — Caracol, você é incapaz de correr. Só te vejo se arrastando pelo chão.

    O caracol respondeu:

    — Que tal combinarmos um encontro aqui, no próximo domingo, e então eu lhe mostrarei do que sou capaz.

    Durante o resto da semana, o caracol organizou cem folhas e em cada uma delas escreveu: “Quando a gazela chegar e gritar ‘caracol!’, você responderá com estas palavras: ‘Eu sou o caracol’”. Então, reuniu seus amigos caracóis e distribuiu as cem folhas entre eles, dizendo:

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    1. Rian Alves
    2. Lucas