Ao longo dos séculos e em toda parte, a opressão exercida por determinados grupos nacionais, étnicos, religiosos ou políticos sobre outros, vistos como inferiores ou inimigos, representa, ao mesmo tempo, causa e consequência de genocídios, extermínios, “limpezas étnicas”, guerras, situações de domínio, com a consequente e inevitável violação dos Direitos Humanos. Ainda que existam organismos internacionais para a defesa dos direitos e da dignidade dos oprimidos, a supremacia dos opressores por meio da discriminação de alguns povos e grupos sociais é realidade mundial. Superar essa situação é um desafio permanente e fundamental para a comunhão dos povos e para promover o respeito devido a todos pela condição humana, o que é universalmente reconhecido.
(mais…)Reportagem
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Identidade e apropriação cultural
Especialistas afirmam que discussão é mais profunda: “Dizer que apropriação cultural se resume a usar ou não turbante, comer ou não sushi é, na melhor das hipóteses, uma grande desonestidade intelectual”
Turbante, dreadlocks, cocar, desenhos tradicionais. Símbolos culturais e estéticos que, se por um lado ajudam a compor o imaginário de nação miscigenada, também carregam seu valor simbólico de resistência dentro da comunidade na qual estão inseridos. No palco dos sincretismos, diversos atores e culturas se misturam, não sem provocar polêmica e discussões que muitas vezes não arranham mais que a superfície da questão.
Enquadra-se aí o debate sobre “apropriação cultural”, tema que vem dividindo opiniões desde que sites e jornais repercutiram o caso de uma garota branca que teria sido repreendida por duas mulheres negras porque usava um turbante.
(mais…)Um enigma que veio do Egito Antigo
Mais de 20 anos foram necessários para decifrar a linguagem usada pelos egípcios do passado: os hieróglifos
Quem aí já tentou ler um texto escrito em uma língua desconhecida? A sensação é esquisita, não é? Saber que ali há algo dito, mas não conseguir entender… Agora imagine estar diante de uma língua que você não conhece e que ainda tem letras aparentemente indecifráveis! Pois este é o caso dos hieróglifos, linguagem que os egípcios antigos utilizavam para registro de sua história. Com o fim da civilização do Egito Antigo, não sobrou ninguém que soubesse ler hieróglifos. Imagine, então, como os estudiosos deviam ficar curiosos! Já haviam sido encontrados vários documentos, objetos e até túmulos com sinais que eles sabiam conter várias informações sobre a vida no Egito Antigo, mas ninguém sabia seus significados.
(mais…)No Dia Mundial da Pessoa com Alzheimer, alerta é para diagnóstico precoce
A doença é a forma mais comum de demência, responsável por 60% a 70%
Hoje (21) é celebrado o Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer, oportunidade para respeitar aqueles que vivem com demência e para aprender os sinais de alerta que aumentam a possibilidade de diagnóstico precoce, segundo a organização não governamental (ONG) Alzheimer’s Disease International – ADI (Associação Internacional do Alzheimer).
A entidade ressalta que o diagnóstico precoce da doença empodera a pessoa, seus familiares e cuidadores a estarem melhor preparados e informados para lidar com o avanço da doença.
(mais…)Espiral da desigualdade
Metade de toda a riqueza da Terra pertence ao 1% mais rico da população mundial. Essa é, provavelmente, a maior desigualdade que já existiu
Nesses últimos anos, diversos relatórios de organismos internacionais têm chamado atenção para o rápido aumento da desigualdade no mundo.
Os números são alarmantes: segundo a Oxfam, rede de ONGs inglesa, as 85 pessoas mais ricas do mundo concentram a mesma riqueza que os 3,5 bilhões de pessoas mais pobres. Além disso, durante a última crise econômica, o número de bilionários dobrou: passou de 793 para 1.645 pessoas entre 2009 e 2014.
Atualmente, metade de toda a riqueza do mundo é detida pelo 1% mais rico da população mundial. Essa é, provavelmente, a maior desigualdade de riqueza que já existiu na história.
(mais…)Língua para todes: um ensaio sobre o gênero neutro
O português é uma língua conhecida por marcar gênero. Mas o que isso significa e como essa discussão tem mobilizado ativistas LGBTQIA+ para que repensemos seu uso? A linguista Jana Viscardi escreve sobre permanência e mudança nas línguas
É bem provável que você venha se deparando com a vogal “e” no fim de algumas palavras, como no título deste artigo. Às vezes essa flexão se dá pelo uso do “x” ou do “@” (todxs, tod@s), mas não se restringe a essas variações. O recurso vem ganhando popularidade porque ativistas LGBTQIA+ passaram a questionar a variação binária de gênero no português. Quem não se identifica com o pronome feminino ou masculino encara como violência uma designação do tipo. A discussão, acalorada nas redes sociais, extrapolou a internet e transformou-se em debate político. Em novembro, um tradicional colégio carioca, o Liceu Franco-Brasileiro, adotou a neutralidade em sua comunicação. Dias depois, o deputado federal Junio Amaral (PSL-MG) apresentou projeto de lei para proibir o uso da linguagem em instituições de ensino e bancas examinadoras no Brasil. Na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) tomou medida parecida e quer proibir o uso de “novas formas de flexão de gênero e de e de número” do português. Ou seja, banir a neutralização de gênero no vocabulário. A medida valeria nas escolas municipais mantidas pela Secretaria Municipal de Educação, na rede particular de ensino da cidade e em editais de concursos da Prefeitura. O projeto ainda prevê punições para os colégios particulares que desobedecerem a medida, como advertência e suspensão do alvará de funcionamento.
(mais…)Bullying deixa marcas para a vida toda — até em quem não é a vítima
Não é brincadeira de criança. Não é só uma piada. Não é mimimi. A ciência já sabe que as consequências da perseguição sofrida quando criança ou adolescente atravessam (e prejudicam) a vida adulta
A primeira vez que Fernanda Brzezinski fez uma dieta foi aos seis anos. A avó cobrava dela um corpo dentro dos padrões. E a menina absorvia toda aquela cobrança. Na escola, as piadas dos colegas também a estimulavam a perder peso. “Eu ainda era peluda, então começaram a dizer que eu parecia uma foca quando ria”, relembra. Não comprava roupas justas ou do tamanho certo; preferia camisetas e calças largas, na tentativa de esconder o corpo.
Na adolescência, quando frequentava a casa de uma amiga bem magra, na hora do lanche da tarde ela era proibida de comer. Fernanda só perdeu peso perto dos 30 anos, quando teve seus dois filhos: Felipe, hoje com 14 anos, e Sofia, com 10.
(mais…)Terra plana. Que história é essa?
A Terra é redonda. É esférica, como uma bola. Não chega a ser uma bola perfeita, mas é quase. Agora, tem gente dizendo por aí que a Terra é plana – como se acreditava láááá no passado! Escuta, ou melhor, leia só!
Antes de começar essa conversa, não custa repetir: a Terra é redonda, tem o formato de uma bola.Se alguém perguntar, pode afirmar, sem qualquer dúvida. O fato de a Terra ser redonda é algo cientificamente comprovado por experimentos. Além disso, existem provas do formato esférico da Terra, como fotos, viagens espaciais e muitos mais.
Recentemente, em todo mundo (até no Brasil!),pessoas estão se reunindo para defender a que a Terra é plana, achatada como uma moeda.Esses defensores foram apelidados de ‘terraplanistas’.
(mais…)Gerbo-da-Mongólia – Características desse animal de estimação
Conhecidos como ratos-do-deserto, gerbos ou esquilos da Mongólia, esses pequenos roedores – pesam entre 80 e 100 gramas – pertencem a uma família diferente, só sua e não são ratos nem esquilos. O nome científico dos gerbos da Mongólia, Meriones unguiculatus, significa pequeno guerreiro com garras. Ele pode ser criado como animal de estimação, por conta de seu temperamento pacífico e sociável. Os gerbos têm sua origem no norte da África, na Turquia, no noroeste da Índia e na Ásia Central. […]
(mais…)A história do livro: do papiro ao papel manufaturado
Conheça a história do livro, desde as suas primeiras formas até as grande editoras e o hábito de leitura no Brasil.
O livro tem aproximadamente seis mil anos de história para ser contada. O homem utilizou os mais diferentes tipos de materiais para registrar a sua passagem pelo planeta e difundir seus conhecimentos e experiências.
Os sumérios guardavam suas informações em tijolo de barro. Os indianos faziam seus livros em folhas de palmeiras. Os maias e os astecas, antes do descobrimento das Américas, escreviam os livros em um material macio existente entre a casca das árvores e a madeira. Os romanos escreviam em tábuas de madeira cobertas com cera.
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