Tipologia Dissertativa

  • A viralização do senso comum

    Quem já recebeu alguma mensagem via WhastApp informando que o governo vai confiscar a caderneta de poupança ou que o Congresso vai votar um projeto que acaba com o 13º salário? Outro conteúdo falso que “viralizou” no Facebook nos últimos tempos se refere ao auxílio-reclusão, que seria pago diretamente ao criminoso, ou, ainda, que o benefício se multiplicava conforme o número de filhos do preso ou da presa.

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  • Em defesa do voto obrigatório

    Existe, no senso comum, um mal-estar em relação ao voto obrigatório. Toda obrigação incomoda. Este fato, indiscutível, favorece os defensores do voto facultativo, que, ademais, apresentam sua proposta como expressão da postura libertária e como fator de desmonte de algumas distorções que, de fato, existem em nosso sistema eleitoral.

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  • Direitos Humanos: do papel para a prática escolar

    As primeiras declarações dos Direitos Humanos datam do século 18 e, desde então, assistimos, em nível global, ao avanço no reconhecimento dos valores básicos para a vida e a dignidade humanas. Como, também, ao aprimoramento dos instrumentos legais para desenvolver sociedades justas, igualitárias e democráticas. No Brasil, a Constituição de 1988 é considerada um documento muito adiantado nessa questão. Ela estabelece, por exemplo, que são objetivos fundamentais da República “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais” e “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

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  • Se a publicidade infantil é proibida, por que continua existindo?

    Em eventos, entrevistas e redes sociais, não é raro que me façam a seguinte pergunta: se a publicidade infantil é proibida, por que ela continua existindo? A resposta é simples, ainda que inaceitável: ilegalidades acontecem diariamente porque nossas leis não são cumpridas por aqueles a quem elas se dirigem.

    No caso da publicidade infantil, muitas empresas insistem em fazer com que as normas que protegem as crianças brasileiras frente à publicidade não peguem, em defesa exclusiva de seus interesses comerciais. Assim anunciam brinquedos, roupas, materiais escolares, alimentos, parques de diversões, produtos de higiene para os pequenos em canais de televisão, dentro de escolas, nos pontos de venda, em eventos em praças, nos jogos na internet, em canais de youtubers, e por aí vai.

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  • Museu de cinzas

    Incêndio na Quinta da Boa Vista aniquila parcela importante da memória nacional

    “O que a Folha pensa”, 4 de setembro de 2018.

    Não será de todo arbitrário tomar o incêndio que destruiu o Museu Nacional como uma metáfora da situação em que se acha o país. Instituições e serviços do Estado passam por grave crise, na penúria criada pela deterioração orçamentária em todos os níveis de governo.

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  • Como garantir o direito à água para todos

    Carlos Bocuhy, 16 de março de 2018.

    A Organização das Nações Unidas (ONU), em sua resolução de 2015, definiu que a água e o saneamento são direitos fundamentais de todos.

    Todo ser humano tem direito a esse bem tão precioso, e cada vez mais escasso, em quantidade suficiente, aceitável para uso pessoal e doméstico. No Brasil, porém, essa determinação, feita em assembleia geral da ONU, está longe de ser cumprida.

    Apenas uma parcela da população brasileira usufrui em condições adequadas da água para a sua sobrevivência. Às vésperas do Fórum Mundial da Água e do evento paralelo, o Fama, que acontecem no Brasil pela primeira vez, em Brasília, entre 18 e 23 de março, é essencial uma ampla discussão de como garantir a água para todos.

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  • O pai dos males

    O sedentarismo é pai de muitos males. A atividade física, ao contrário, é uma espécie de panaceia moderna com indicações comparáveis às poções receitadas para qualquer doença, já no Egito antigo.

    A diferença, entretanto, é que os médicos do passado repetiam prescrições baseadas em crenças e princípios equivocados, enquanto acumulamos, nos últimos anos, extensa literatura com evidências claras dos benefícios de manter o corpo em movimento.

    O aumento da expectativa de vida ocorrido a partir do início do século passado deslocou a mortalidade geral do campo das doenças infecciosas e parasitárias para as crônico-degenerativas. Hipertensão arterial, diabetes e obesidade tornaram-se as epidemias com maior prevalência até em países de renda mais baixa. No Brasil, transtornos cardiovasculares e câncer ocupam o primeiro e segundo lugar nas estatísticas das causas de morte, respectivamente.

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  • Ensino médico é problema de saúde pública?

    Os testes padronizados fazem parte de nossa vida. Provas como vestibulares, Enem, exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), provas de proficiência em idiomas, concursos públicos, entre outras, pautam nossa vida, decidem o futuro de muitos de nós na vida cotidiana.

    A padronização do teste implica em que todos os avaliados estão em condições semelhantes no momento do exame: perguntas semelhantes, mesmo tempo, examinadores com critérios harmonizados. As condições materiais de realização e qualificação da prova parecem justas por virtude da padronização. Pouco importa se essas condições padrão constituem uma limitação para quem é avaliado: por não estar em boas condições de saúde no dia da prova ou ficar particularmente nervoso nesse tipo de ambiente, por exemplo. […]

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