Lendas

  • Iara

    Numa tribo indígena, destacava-se entre os melhores guerreiros Iara, a filha do cacique. Ágil, esperta, forte e implacável com o arco e flecha, ela possuía mil habilidades que orgulhava seu pai e causava inveja nos demais guerreiros, especialmente em seus dois irmãos mais velhos.

    Certa tarde, ela estava nadando no rio, desfrutando do frescor das águas e a companhia dos peixes de que tanto gostava, quando ouviu sussurros na margem. Desconfiada, aproximou-se de modo imperceptível e avistou dois dos guerreiros da tribo. Eles falavam sobre ela, deixando transparecer na conversa a inveja que sentiam, sem perceber que estavam sendo ouvidos. Triste, mas cuidadosa, ela passou a andar desconfiada.

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  • A lenda de Mani

    Num passado remoto, havia uma tribo Tupi localizada no interior de uma floresta densa. O chefe da tribo era um homem sério, austero, viúvo e pai de uma filha. Certa noite, sua filha entrou chorando na oca pedindo-lhe auxílio: estava grávida.

    O chefe enfureceu-se, prometendo castigar severamente o responsável pela gravidez. Entretanto, sua filha disse que jamais havia estado com um homem e, portanto, não haveria a quem culpar. Atormentado, o índio considerou colocar um fim na vida da própria filha e do bebê, temendo a desonra de seu nome, e, enquanto se decidia, isolou-a em uma oca por uma semana.

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  • Fonte dos Amores

    Onde se estende o Passeio Público, do Rio de Janeiro, refletiam-se ao sol as águas estagnadas da lagoa do Boqueirão, terrenos do Campo da Ajuda, com orla de lama e orquestra de sapos.

    Para o alto, na direção do morro de Santa Teresa, erguia-se uma casinha romântica, ao lado de uma palmeira ornamental. Morava aí a linda Suzana, a moça mais bonita e mais pobre dos arredores, com sua velha avó.

    Suzana era noiva de Vicente Peres, auxiliar de botânica de Frei Conceição Veloso, apaixonado e ciumento.

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