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  • O Cavalo e o Burro

    O cavalo e o burro seguiam juntos para a cidade. O cavalo contente da vida, folgando com uma carga de quatro arrobas apenas, e o burro — coitado! Gemendo sob o peso de oito. Em certo ponto, o burro parou e disse:

    — Não posso mais! Esta carga excede às minhas forças e o remédio é repartirmos o peso irmãmente, seis arrobas para cada um.

    O cavalo deu um pinote e relinchou uma gargalhada.

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    1. Rian Alves
    2. Lucas
  • Romeu e Julieta

    Naquela noite, Romeu não conseguia pegar no sono. Guiado pelo profundo amor que já sentia por Julieta, entrou escondido no jardim dos Capuleto e, morrendo de saudade, ficou olhando para a janela de Julieta. De repente, a porta da varanda se abriu e ela surgiu. Sem perceber a presença dele no jardim, Julieta disse, suspirando, para a lua:

    — Oh! Por que Romeu é um Montecchio? Mas que diferença faz? Montecchio ou Capuleto são apenas nomes. Só o seu nome é meu inimigo! A você, meu amor, ofereço o meu coração!

    Então Romeu saiu das sombras dos arbustos e, iluminado pela intensa luz do luar, disse a ela:

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    1. Rian Alves
    2. Lucas
  • Catadores de tralhas e sonhos

    Copyright© by Cenpec e Itaú Social

    São centenas, talvez milhares os catadores de papel nessa megalópole. Puxam ou empurram carroças e catam objetos no lixo ou nas calçadas. É um museu de tralhas variadas: restos de materiais para construção, papel, caixas de papelão, embalagens de inúmeros produtos, e até mesmo objetos decorativos, alguns belos e antigos, desprezados por algum herdeiro.

    Há carroças exóticas, pintadas com desenhos de figuras pop, seres mitológicos, nuvens, pássaros e vampiros. Em Santana, vi uma carroça que lembrava um jinriquixá, só que maior do que o veículo asiático.

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    1. Rian Alves
    2. Lucas
  • Pavão

    Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d’água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas. Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.

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    1. Rian Alves
    2. Lucas
  • No Dia Mundial da Pessoa com Alzheimer, alerta é para diagnóstico precoce

    A doença é a forma mais comum de demência, responsável por 60% a 70%

    Hoje (21) é celebrado o Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer, oportunidade para respeitar aqueles que vivem com demência e para aprender os sinais de alerta que aumentam a possibilidade de diagnóstico precoce, segundo a organização não governamental (ONG) Alzheimer’s Disease International – ADI (Associação Internacional do Alzheimer).

    A entidade ressalta que o diagnóstico precoce da doença empodera a pessoa, seus familiares e cuidadores a estarem melhor preparados e informados para lidar com o avanço da doença.

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    1. Rian Alves
    2. Lucas
  • Os Lusíadas – Canto V

    O gigante Adamastor

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    Porém já cinco Sóis eram passados
    Que dali nos partíramos, cortando
    Os mares nunca doutrem navegados,
    Prosperamente os ventos assoprando,
    Quando uma noite estando descuidados,
    Na cortadora proa vigiando,
    Uma nuvem que os ares escurece
    Sobre nossas cabeças aparece.

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    1. Rian Alves
    2. Lucas
  • Peladas

    Esta pracinha sem aquela pelada virou uma chatice completa: agora, é uma babá que passa, empurrando, sem afeto, um bebê de carrinho, é um par de velhos que troca silêncios num banco sem encosto.

    E, no entanto, ainda ontem, isso aqui fervia de menino, de sol, de bola, de sonho: “Eu jogo na linha! eu sou o Lula!; no gol, eu não jogo, tô com o joelho ralado de ontem; vou ficar aqui atrás: entrou aqui, já sabe”. Uma gritaria, todo mundo se escalando, todo mundo querendo tirar o selo da bola, bendito fruto de uma suada vaquinha.

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    1. Rian Alves
    2. Lucas
  • Só a leitura salva

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    1. Rian Alves
    2. Lucas
  • Manifesto Antropófago

    Leitura de Maria Elisa no podcast Filosofia Pop #031.

    Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.

    Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.

    Tupi, or not tupi that is the question.

    Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos.

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    1. Rian Alves
    2. Lucas
  • Ser brotinho

    Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível.

    Ser brotinho é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.

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    1. Rian Alves
    2. Lucas