Texto Jornalístico

  • Ciência (também) se aprende brincando

    Jogos digitais e analógicos, criados por universidades e instituições de pesquisa, são ferramentas promissoras para despertar o interesse pelo conhecimento científico, de forma lúdica.

    Bola. Carrinho. Boneca. Patinete. Até pouco tempo atrás essas foram algumas das respostas de crianças à clássica pergunta: “O que você gostaria de ganhar no Natal?”. As tradicionais escolhas agora competem com action figures, tablet, videogame, celular. A velocidade de lançamento de produtos que atraem a atenção de meninos e meninas é tão vertiginosa que fica difícil prever qual será o preferido das crianças no ano seguinte. Mas qual o papel desses instrumentos de entretenimento no desenvolvimento infantil? Na era moderna dos brinquedos, caracterizada pelo apelo persuasivo da propaganda e do avanço da tecnologia, será que as crianças aceitariam propostas analógicas com conteúdo inovador?

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  • Gêneros digitais

    Desde os anos 90, o mundo tem assistido a uma revolução dos meios de comunicação por meio do advento e popularização do computador e, especialmente, da internet, a rede mundial de computadores. Tal transformação afeta a todos em toda parte, em maior ou menor grau. Todo esse processo não deixa incólume o mundo da linguagem e, assim, parâmetros novos têm surgido também no mundo textual.

    Na verdade, esses parâmetros talvez não possam ser simplesmente considerados novos, uma vez que dialogam com formas textuais já pré-existentes. Um bom exemplo disso é o e-mail, “correio eletrônico”, que é uma adaptação da velha carta ao mundo cibernético.

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  • 2018: o ano em que a checagem de fatos do Brasil amadureceu à força

    Diretora da Agência Lupa fala sobre os desafios enfrentados pelos fact-checkers

    No segundo semestre de 2015, quando abri a Lupa, a primeira agência de notícias do Brasil a trabalhar única e exclusivamente com fact-checking, teve gente que fez nariz torto e jogou praga: “Isso não vai dar certo. Fact-checking é uma bobagem”. Não sabiam que Facebook, Twitter, Youtube, Google e sobretudo WhatsApp ganhariam a força que têm hoje e que passariam a ser grandes fontes de (des)informação pública. Também não sabiam que apareceria no cenário mundial a figura de Donald Trump, catapultando o termo “fake news” a enésima potência e colocando a checagem de fatos de uma vez por todas no centro do debate político mundial.

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  • Comunicação: Fake news prejudica cidadania e reduz qualidade da informação

    Escolas da rede pública municipal já realizam projetos a fim de combater as fakes news

    Composta por jovens que cresceram usando a internet, integrantes da geração Z, conhecida também como geração digital, e até mesmo os mais maduros que utilizam as ferramentas tecnológicas, estão embebedados por informações falsas na palma da mão. Um simples toque em um hiperlink é capaz de fazer estragos e até mesmo destruir vidas. Especialista na área alerta que as fakes news, as famigeradas notícias falsas, podem ameaçar até mesmo a democracia e cidadania.

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  • Desafios no país do analfabetismo funcional

    É preciso entender que a formação de leitores competentes só acontece a partir do momento em que ler se torne uma prática social cotidiana

    O Brasil é um dos países com os mais sérios problemas de ANALFABETISMO FUNCIONAL1. Três em cada dez brasileiros, entre 15 e 64 anos, estão nessa categoria, segundo dados do Instituto Paulo Montenegro, em parceria com a ONG Ação Educativa. Algumas pessoas não entendem a leitura como uma prática social cotidiana, e as dificuldades em compreender um texto, por mais simples que seja, são imensas.

    Além disso, apesar de terem sido alfabetizados, no sentido tradicional, o que ocorre é que muitos não foram LETRADOS2, não estão preparados para lidar com os mais diversos gêneros de textos. Longe dos bancos da escola, apenas a DECODIFICAÇÃO LINGUÍSTICA3 não é suficiente, pois não supre os anseios de uma sociedade globalizada e um mercado de trabalho exigente como o atual.

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  • Museu de cinzas

    Incêndio na Quinta da Boa Vista aniquila parcela importante da memória nacional

    “O que a Folha pensa”, 4 de setembro de 2018.

    Não será de todo arbitrário tomar o incêndio que destruiu o Museu Nacional como uma metáfora da situação em que se acha o país. Instituições e serviços do Estado passam por grave crise, na penúria criada pela deterioração orçamentária em todos os níveis de governo.

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  • Como garantir o direito à água para todos

    Carlos Bocuhy, 16 de março de 2018.

    A Organização das Nações Unidas (ONU), em sua resolução de 2015, definiu que a água e o saneamento são direitos fundamentais de todos.

    Todo ser humano tem direito a esse bem tão precioso, e cada vez mais escasso, em quantidade suficiente, aceitável para uso pessoal e doméstico. No Brasil, porém, essa determinação, feita em assembleia geral da ONU, está longe de ser cumprida.

    Apenas uma parcela da população brasileira usufrui em condições adequadas da água para a sua sobrevivência. Às vésperas do Fórum Mundial da Água e do evento paralelo, o Fama, que acontecem no Brasil pela primeira vez, em Brasília, entre 18 e 23 de março, é essencial uma ampla discussão de como garantir a água para todos.

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  • Como funciona uma redação de jornal?

    Do repórter na rua ao papel na gráfica: conheça as etapas de produção de um jornal diário

    Pauta do dia

    Logo cedo, o chefe de reportagem (também chamado de pauteiro) define quais são os assuntos da edição. Para isso, baseia-se em dicas deixadas pelo editor na noite anterior e nas notícias veiculadas na manhã. Depois, distribui essas pautas entre os repórteres. Outro “pitaco” no look da página vem do departamento comercial, que indica previamente os espaços reservados para os anúncios.

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  • ‘Minecraft’: como jogo independente se tornou uma das maiores franquias do mundo

    ‘Há tantas oportunidades no futuro da marca’, diz em entrevista ao G1 Helen Chiang, chefe do estúdio comprado pela Microsoft em 2014. Game passou das 200 milhões de cópias vendidas.

    As 200 milhões de cópias vendidas, divulgadas em maio, já seriam o suficiente para que “Minecraft” aparecesse no topo da lista de games mais vendidos do mundo.

    Mas isso não é suficiente para a Mojang, estúdio que ainda era uma desconhecida no lançamento do jogo em 2009, ou para a Microsoft, compradora da empresa em 2014 por US$ 2,5 bilhões.

    Com a chegada de dois novos membros da família, a ideia é que agora há uma versão da franquia para todos os tipos de jogadores — e só o game original já conta com mais de 126 milhões deles, ativos todo mês.

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  • Brasil cai para último lugar no ranking de status do professor

    Menos de 1 em cada dez brasileiros acha que professor é respeitado em sala de aula

    Muito trabalho, salários menores do que se imagina, falta de respeito dos alunos e um dos piores sistemas educacionais do mundo. É assim que o brasileiro vê a profissão de professor, o que fez o Brasil cair para a última posição do ranking de prestígio de docentes. A pesquisa, realizada em 35 países, foi divulgada na noite desta quarta-feira (7) pela Varkey Foundation, entidade dedicada à melhoria da educação mundial.

    O resultado do Brasil se torna ainda mais alarmante se comparado ao do cenário global, que registrou uma melhora na percepção do status dos professores. Vale lembrar que, na última edição da pesquisa, em 2013, o país ocupava a penúltima posição dentre os 21 pesquisados. A avaliação de 2018, por sua vez, foi realizada em 35 países – acompanhando as avaliações do PISA –, e foram entrevistadas mil pessoas entre 16 e 64 anos.

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