Poema
Artigo de Opinião Conto Crônica Gênero Textual Literatura Literatura Brasileira Poema Redação Redação Enem Reportagem Romance Texto dissertativo-argumentativo Texto Jornalístico Tipologia Argumentativa Tipologia Narrativa
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Ribeirinha reivi
No mundo, disso não há semelhança:enquanto vou vivendo de esperança,por ela vou morrendo – e… ai! Minha senhora clara e rosada,como queria descrevê-la, e tantosó eu sei quando a vi sem manto! Infeliz do dia em que me levanteie a vi assim tão bela, tão corada! Minha senhora, desde aquele dia, ai,me senti bem mal,…
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Se eu não a tenho, ela me tem
Arnaut Daniel (tradução-recriação de Augusto de Campos) Se eu não a tenho, ela me temo tempo todo preso, Amor,e tolo e sábio, alegre e triste,eu sofro e não dou o troco.É indefeso quem ama.Amor comandaà escravidão mais brandae assim me rendo,sofrendo,à dura lidaque me é deferida. Se calo, é porque mais convémcalar, em mim, o…
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Senhora minha, desde que vos vi
Senhora minha, desde que vos vi,lutei para ocultar esta paixãoque me tomou o coração;mas não o posso mais e decidique saibam todos o meu grande amor,a tristeza que tenho, a imensa dorque sofro desde o dia em que vos vi. Quando souberem que por vós sofritamanha pena, pesa-me, senhora,que por vossa crueza padeci,eu que sempre…
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O açúcar
O branco açúcar que adoçará meu cafénesta manhã de Ipanemanão foi produzido por mimnem surgiu dentro do açucareiro por milagre. Vejo-o puroe afável ao paladarcomo beijo de moça, águana pele, florque se dissolve na boca. Mas este açúcarnão foi feito por mim. Este açúcar veioda mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,dono da…

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Se Eu Morresse Amanhã
Se eu morresse amanhã, viria ao menosFechar meus olhos minha triste irmã;Minha mãe de saudades morreriaSe eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro!Que aurora de porvir e que manhã!Eu perdera chorando essas coroasSe eu morresse amanhã! Que sol! que céu azul! que doce n’alvaAcorda a natureza mais louçã!Não me batera tanto amor no…
