Poema

  • Nel mezzo del camin…

    Reprodução de um poema do poeta parnasiano Olavo Bilac.

  • As pombas

    Reprodução de um soneto do escritor parnasiano Raimundo Correia.

  • Vaso grego

    Reprodução de um soneto do poeta parnasiano Alberto de Oliveira.

  • Passagem da noite

    Reprodução do poema “Passagem da noite” do escritor Carlos Drummond de Andrade.

  • Violões que choram…

    Reprodução do poema “Violões que choram…” do poeta simbolista Cruz e Sousa.

  • Ribeirinha reivi

    No mundo, disso não há semelhança:enquanto vou vivendo de esperança,por ela vou morrendo – e… ai! Minha senhora clara e rosada,como queria descrevê-la, e tantosó eu sei quando a vi sem manto! Infeliz do dia em que me levanteie a vi assim tão bela, tão corada! Minha senhora, desde aquele dia, ai,me senti bem mal,…

  • Se eu não a tenho, ela me tem

    Arnaut Daniel (tradução-recriação de Augusto de Campos) Se eu não a tenho, ela me temo tempo todo preso, Amor,e tolo e sábio, alegre e triste,eu sofro e não dou o troco.É indefeso quem ama.Amor comandaà escravidão mais brandae assim me rendo,sofrendo,à dura lidaque me é deferida. Se calo, é porque mais convémcalar, em mim, o…

  • Senhora minha, desde que vos vi

    Senhora minha, desde que vos vi,lutei para ocultar esta paixãoque me tomou o coração;mas não o posso mais e decidique saibam todos o meu grande amor,a tristeza que tenho, a imensa dorque sofro desde o dia em que vos vi. Quando souberem que por vós sofritamanha pena, pesa-me, senhora,que por vossa crueza padeci,eu que sempre…

  • O açúcar

    O branco açúcar que adoçará meu cafénesta manhã de Ipanemanão foi produzido por mimnem surgiu dentro do açucareiro por milagre. Vejo-o puroe afável ao paladarcomo beijo de moça, águana pele, florque se dissolve na boca. Mas este açúcarnão foi feito por mim. Este açúcar veioda mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,dono da…

    O açúcar
  • Se Eu Morresse Amanhã

    Se eu morresse amanhã, viria ao menosFechar meus olhos minha triste irmã;Minha mãe de saudades morreriaSe eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro!Que aurora de porvir e que manhã!Eu perdera chorando essas coroasSe eu morresse amanhã! Que sol! que céu azul! que doce n’alvaAcorda a natureza mais louçã!Não me batera tanto amor no…