Livros

Madame Bovary
Gustave Flaubert
Emma é uma mulher sonhadora, uma pequeno-burguesa criada no campo que aprendeu a ver a vida através da literatura sentimental. Bonita e requintada para os padrões provincianos, casa-se com Charles Bovary, um médico interiorano tão apaixonado pela esposa quanto entediante. Nem mesmo o nascimento de uma filha dá alegria ao indissolúvel casamento no qual a protagonista sente-se presa. Como Dom Quixote, que leu romances de cavalaria demais e pôs-se a guerrear com moinhos, ela tenta dar vida e paixão à sua existência, escolha que levará a uma sucessão de erros e a uma descida ao inferno.

Memórias Póstumas de Brás Cubas
Machado de Assis
Revolucionário e provocativo, o romance rompe com tradições literárias e sintetiza a crítica machadiana à elite brasileira da época. Um dos personagens mais populares da nossa literatura, Brás Cubas é um defunto-autor que dedica sua obra ao verme que primeiro roeu as frias carnes de seu cadáver. O protagonista narra suas memórias, intercalando episódios, delírios, reflexões e teorias, não poupando ninguém do seu olhar crítico e expondo as atitudes mesquinhas que teve em vida.

O Cortiço
Aluísio Azevedo
Obra-prima de Aluísio Azevedo, O cortiço (1890) é a principal referência da estética realista-naturalista na literatura brasileira. Narrado em terceira pessoa, o romance tem seu enredo montado não em função de uma personagem, mas em torno do conjunto humano.
O cortiço de São Romão, meio em que se percebe a luta dos mais pobres pela sobrevivência e a exploração econômica destes desvalidos, é o laboratório onde as teses cientificistas da época buscam se comprovar.

O Primo Basílio
Eça de Queirós
Romance publicado em 1878, nele narra-se o casamento de Luísa e Jorge. Luísa casa-se com Jorge sem amá-lo; Jorge viaja a negócios e Basílio, primo de Luísa, começa a visitá-la. A empregada de Luísa descobre que há algo mais por trás dessas visitas e passa a chantagear a patroa. No livro, o autor apresenta um casamento que naufraga no adultério com a aproximação de um vulgar sedutor e faz uma análise crítica da sociedade da época.

Bom-crioulo
Adolfo Caminha
Amaro é um escravo foragido que, ingressando na Marinha, vê realizar-se seu sonho de liberdade. Graças ao biótipo sólido e sua quase inesgotável força física, torna-se um marujo voluntarioso e benevolente, recebendo o apelido de “Bom Crioulo”. É nessa nova etapa da vida que conhece Aleixo. Surge então uma história de desejo, frustração e tragédia. A publicação causou polêmica ao mostrar seus protagonistas ― um negro e um branco ― em uma relação homossexual.
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